Mara Caseiro destaca combate à violência e defesa de espaços
A cerimônia foi realizada na manhã desta terça-feira, no Plenário Deputado Júlio Maia

Presidente da Escola do Legislativo Senador Ramez Tebet, a deputada Mara Caseiro (PSDB), presidiu a sessão solene de entrega do Troféu Celina Jallad, honraria instituída em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, realizada na manhã desta terça-feira (10), no Plenário Júlio Maia. A cerimônia teve como tema “Mulheres que Fazem Acontecer: o Protagonismo Feminino na Administração Pública”.

“Hoje, as mulheres representam quase 46% da força de trabalho na administração pública federal. É um número expressivo. É quase metade da estrutura que mantém o Estado funcionando todos os dias. Mas quando olhamos para os cargos mais altos de liderança, percebemos que ainda há um longo caminho a percorrer. Em média, as mulheres ocupam cerca de um terço das posições de alta liderança no setor público. Isso mostra avanço, mas também revela que ainda precisamos ampliar oportunidades”, destacou.

Para a deputada, há sinais de transformação no cenário atual. “Nos cargos de direção e assessoramento criados recentemente, mais de 70% são ocupados por mulheres. Isso demonstra competência reconhecida, confiança e preparo. No setor privado, o cenário reforça essa realidade. Embora as mulheres sejam maioria nas universidades e altamente qualificadas, ainda ocupam menos de 30% das posições executivas e cerca de 16% dos assentos em conselhos de administração nas empresas brasileiras. Esses números não são apenas estatísticas. Eles representam mulheres que trabalham o dobro para provar o que já está evidente: a capacidade não tem gênero”, afirmou.

Em entrevista, Mara Caseiro comentou sobre a triste realidade da violência contra mulher em Mato Grosso do Sul. Desde o início deste ano, oito mulheres foram vítimas de feminicídio em diferentes cidades do Estado. Para ela, um fator cultural ainda influencia muitos relacionamentos: a ideia de que uma pessoa pode ter “posse” sobre a outra.

“Alguns homens não aceitam decisões tomadas por mulheres, como o fim de um relacionamento. Isso pode levar a comportamentos de controle, como ciúme excessivo e, em casos mais graves, a situação pode evoluir para agressões e o feminicídio. Combater a ideia de posse dentro dos relacionamentos, é um passo importante para construir uma sociedade mais segura às mulheres”, disse Mara.